Mostrando postagens com marcador Análise. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Análise. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 9 de setembro de 2024

Ainda Não Aprendi a Ter FIIs

Olá pessoal!


Depois de tanto tempo na renda variável, estou me questionando se esta valendo a pena o investimento em FIIs. Minha carteira toma rotineiramente uma surra do CDI. Tenho retornos OK nos rendimentos, mas o valor das cotas estão indo para o buraco. Compensa?

Sempre ouvi que estamos no pais da renda fixa, deveria ter dado mais ouvidos ao invés de achar que sou o "fera neném" da bolsa (fica aqui meu alô para o Bastter). 

Meu Retorno em FIIs

 

Sim, eu sei dos benefícios dos FIIs. Todo influencer digital que gosta de FII e toda corretora que quer fazer você se atolar na renda variável fala sobre isto.

1. Acessibilidade Financeira

Investir em imóveis diretamente costuma exigir um capital inicial elevado. Em contraste, com FIIs, é possível começar a investir com valores muito menores. O preço de uma cota de FII pode ser acessível, o que permite que investidores com orçamentos menores tenham exposição ao mercado imobiliário, sem a necessidade de adquirir um imóvel inteiro.

2. Renda Passiva Mensal (Rendimentos)

Uma das grandes vantagens dos FIIs é a geração de renda passiva mensal. A maioria dos FIIs distribui aos cotistas os rendimentos obtidos com aluguéis ou juros de investimentos imobiliários, e esses rendimentos são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas (desde que alguns requisitos sejam atendidos). Esse fluxo constante de renda pode ser interessante para quem busca complementação de renda.

3. Diversificação de Investimento

Ao investir em FIIs, o investidor pode se expor a diferentes tipos de empreendimentos imobiliários, como lajes corporativas, shoppings, galpões logísticos, hospitais e imóveis residenciais. Com uma única cota de um FII, você pode estar investido em vários imóveis ao mesmo tempo, reduzindo os riscos que você teria ao investir em um único imóvel físico.

4. Gestão Profissional

FIIs são geridos por profissionais especializados no mercado imobiliário. Eles são responsáveis por escolher os ativos, administrar os imóveis, negociar contratos de locação e maximizar o retorno para os cotistas. Essa gestão profissional elimina a necessidade de o investidor lidar diretamente com problemas como manutenção de imóveis, inadimplência de inquilinos, reformas e outros desafios associados à administração de um imóvel físico.

5. Liquidez

A negociação das cotas de FIIs é feita na bolsa de valores (B3), o que garante maior liquidez em comparação à venda de um imóvel físico, que pode levar meses ou até anos para ser concretizada. Se precisar do dinheiro investido, o cotista pode vender suas cotas rapidamente, desde que haja compradores no mercado, o que é muito mais prático do que a venda de um imóvel.

6. Isenção de Imposto de Renda sobre os Dividendos

Para pessoas físicas, os rendimentos (dividendos) recebidos de FIIs são isentos de Imposto de Renda, desde que alguns critérios sejam atendidos, como o fundo ter no mínimo 50 cotistas e as cotas serem negociadas em bolsa. Isso significa que o dinheiro recebido mensalmente pelos aluguéis dos imóveis do fundo é líquido, sem a mordida do fisco, o que aumenta a rentabilidade do investimento.

7. Facilidade de Compra e Venda

A compra e venda de cotas de FIIs é feita por meio de plataformas digitais de corretoras, de forma simples e ágil, como acontece com ações. O processo é muito mais rápido e prático do que comprar ou vender um imóvel físico, que envolve burocracia, escritura, cartório e outros procedimentos demorados.

8. Baixos Custos Operacionais

Investir diretamente em um imóvel envolve custos como corretagem, escritura, ITBI, reformas e manutenção. Nos FIIs, os custos são bem menores. Embora os fundos cobrem taxas de administração e performance, elas costumam ser diluídas entre os cotistas e são bem mais baixas do que os encargos de um imóvel físico.

9. Diversificação Geográfica

Com FIIs, é possível investir em imóveis localizados em diferentes regiões do Brasil, ou até em empreendimentos internacionais, dependendo do fundo. Isso permite que o investidor se proteja contra variações de mercado em regiões específicas, já que a valorização e a demanda por imóveis podem variar de uma localidade para outra.

10. Transparência e Regulamentação

Os FIIs são regulados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o que garante uma série de obrigações em termos de prestação de contas e transparência para os investidores. Isso inclui a divulgação periódica de relatórios de desempenho, políticas de distribuição de rendimentos, composição da carteira de ativos e outros dados importantes para que o investidor possa acompanhar a performance do fundo.

11. Potencial de Valorização

Além dos dividendos, o investidor pode lucrar com a valorização das cotas dos FIIs, à medida que os ativos imobiliários do fundo se valorizam ou quando o mercado imobiliário em geral está em alta. Isso cria uma dupla possibilidade de retorno: tanto pela renda passiva quanto pela apreciação de capital.

12. Benefícios Fiscais

Além da isenção de IR sobre dividendos, FIIs não pagam Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), que é obrigatório em transações de compra e venda de imóveis físicos. Também não há custos com cartórios, registros ou escrituras, o que torna o investimento mais econômico em termos tributários.

 

Eu me ferrei no item 11. Que adianta o FII render 0,8% se a cotação andou 35% para trás? Não seria melhor ter largado em um CDB ou Tesouro Direto? Ou receber 0.4% em uma aluguel de imóvel, mas com "certeza" que o preço do bem só vai para cima? Não vejo quem compra imóvel para alugar reclamar que o imóvel desvalorizou.

Se eu olhar minha carteira de FIIs desde o final de 2021, vejo que a variação do valor das cotas mostra uma perda de 12,06%.

Aqui vai um recado para mim mesmo:

"Eu Avisei Faz Tempo"

 

Você vai ser chato e dizer: "mas você tem que contar o rendimento". Aqui a resposta:

Rentabilidade do fim de 2021 até hoje: 22,75 % (incluindo rendimentos) 

IBOV = 29,49 % 

IPCA = 11,75 % 

CDI = 35,82 % 

 IFIX = 21,42 %


"Às vezes, é no simples que mora o sucesso."

sábado, 4 de abril de 2020

Março/20 - Compras e Fechamento de Março


Olá pessoal.

Fevereiro e março foram meses em de pânico no mundo, especialmente nas bolsas de valores de todo o mundo. Aqui na Bovespa foi assim também. As carteiras de todos (ou quase) que estavam comprados sofreu. Com a minha carteira não foi diferente.


Um pouco de humor sempre ajuda nesta horas

Como minha última postagem foi no começo do ano, vou colocar aqui as compras que fiz desde então. Compro todos os meses, sempre. Comprei em janeiro, fevereiro, março e vou continuar comprando. A carteira é previdenciária, com horizonte longo.


Compras


Janeiro:
  • Tesouro IPCA+ 2035
  • ENBR3
  • SAAG11
  • GGRC11
  • ITSA4
  • MXRF11 (Subscrição)

Fevereiro:
  • HGLG11
  • SAAG11
  • ABEV3
  • ITSA4
  • TAEE11
  • ODPV3
  • Tesouro IPCA+ 2035 

Março:
  • FIIP11B
  • HGLG11
  • RBVA11
  • BBSE3
  • BBDC4
  • CIEL3
  • ENBR3
  • FLRY3
  • MDIA3
  • TAEE11
  • WEGE3
  • GRND3
  • ITSA4
  • FIIB11

Como vocês podem ver pelas compras de Março, os vários Circuit Breakers não me intimidaram. Eu acredito que as empresas e FIIs nos quais investi sobreviverão ao COVID-19. Vão sofrer? Lógico que vão. Mas estarão lá no futuro. Então estou aproveitando alguns preços. Em Abril comprarei mais, seguindo meu controle de risco e a alocação que quero para minha carteira.


Resultados


Minha carteira sofreu em fevereiro e março. Mudou o caminho ascendente da curva de acúmulo de patrimônio que controlo aqui neste blog. Mas não o suficiente para me desanimar e perder a fé na estratégia:



A distribuição da carteira ficou desta forma:


Minha carteira continua com os mesmos ativos.




 

A carteira se valorizou 0,52% em Janeiro. Sofreu -3,02% em Fevereiro e -9,47% em Março. Perto do que vi de desvalorizações por aí, até que não foi tão ruim. 


Conclusões

Tive dificuldades para manter a mentalidade de longo prazo aqui em casa, comprando e aumentando o número de ativos, pois a queda grande da bolsa assustou a Sra Investidora Disciplinada. O Tesouro Direto rotineiramente fechado também impediu que retirasse dinheiro de lá para comprar um pouco mais em renda variável. Mesmo assim a compra de março teve um aporte bastante interessante.

Continuo com a estratégia de sempre, mas atento às oportunidades que estão aparecendo. Acredito que a crise causada por este vírus (e não pela economia) vai passar. Vai demorar um pouco. Imagino que o mundo vai entrar em uma recessão econômica forte, precisando de muito apoio dos governos para que as empresas não quebrem. Especialmente as pequenas e médias empresas devem passar por dificuldades. Pessoas que não tem reserva de emergência e liquidez passaram por situações muito duras. Não vejo luz no fim do túnel antes de Setembro aqui no Brasil. Mas vamos sair desta situação em algum momento.

Espero que você e sua família estejam bem!!!! Saúde e lave as mãos!!!

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Escolha de mais uma ação para a carteira

Olá pessoal.

Neste mês vendi as minhas ações da Souza Cruz (CRUZ3), conforme comentei que iria fazer no meu post de fechamento de setembro (clique aqui). Não era muita coisa, pois parei de comprar este papel quando anunciaram que ela teria seu capital fechado. Agora estou à procura de uma substituta para entrar na minha carteira de ações.



Minha carteira atual está assim: 


De cara eu já cortei empresas do setor financeiro (e serviços financeiros), pois minha carteira já está bastante influenciada por este setor. Também fiquei com um pé atrás no setor de Energia Elétrica, pois o governo atua demais e desastrosamente nesta área (acabei de tirar a GETI3 da carteira).


Ações Candidatas


Fiz uma análise dos dados das empresas que gostaria de ter em minha carteira usando o site Fundamentus e o site do Bastter. Os dados são do dia 07/10. As candidatas a entrarem na carteira são as seguintes:

  • BRSF3 - A BRF Foods seria mais uma empresa do setor de alimentos na minha carteira, só que voltada para área de carnes e derivados (ou seja, diferente da MDIA3). Esta empresa teve uma aumento de lucro líquido muito respeitável nos últimos 3 anos, chegando aos 2,4B. Tem um patrimônio estável e grande (14,7B). Tem a maior margem líquida do setor de Carnes e Derivados. Tem ROE (16,6%) e ROIC interessantes, superiores aos da JBSS3. Tem uma dívida equilibrada, não muito diferente do que já teve no passado. Tem fluxo de caixa livre positivo nos últimos 3 anos, bem positivo no momento (1,3B), dado que eu gosto bastante. Dando uma olhada no preço dela, o P/L está um pouco alto (24,63) e faz tempo que sua cotação só sobe, mas isto não é um problema e não é por isto que eu deixaria de comprar.
  • EZTC3 - A EZTec é do setor de Construção e Engenharia (Construção Civil). Confesso ter um pouco de preconceito com este setor, principalmente com os juros altos e desemprego rolando solto no Brasil. Contudo, seus fundamentos estão excelentes. Seu lucro líquido se estabilizou nos últimos balanços desde 2013, agora em 490M ("estabilizar" não é "cair", rs). Seu patrimônio vem crescendo constantemente, agora em 2,6B. Tem uma margem espetacular (53%), disparada a melhor margem da Construção Civil. Seus ROE (18,8%) e ROIC também tem muito destaque no seu setor. Dívida muito bem equilibrada, praticamente não existe. Fluxo de caixa livre estável em 2014 e positivo considerando os últimos 12 meses (322M). Está na promoção, com P/L muito interessante (3,88). Dando uma espiada nos preços (não me julguem, rs), ela vem tomando uma surra nos últimos tempos.
  • KROT3 - A KROTON é do setor educacional. Também tem a influência do governo, com todo aquele rolo relacionado ao FIES. Tem seu lucro líquido crescendo fortemente de 2011 a 2015, chegando a 1,2B. O crescimento do seu patrimônio também foi espetacular, sendo disparado a maior empresa do setor. Sua margem é muito boa para o setor (24,54%). Seu ROE (10,24%) e ROIC são baixos, os menores do setor, o que não me agrada em uma empresa de crescimento. Dívida não é problema, quase não existe.
  • UGPA3 - A ULTRAPAR é do setor de Holdings Diversificadas (mais genérico impossível, rs). Tem lucro líquido crescente desde 2007, chegando agora em 1,4B. Seu patrimônio também cresce, agora em 8,1B. Sua margem é sofrível (2%), mas é assim desde 2007 e ela vem bem. Seu ROE (17,49%) e ROIC são estáveis e me agradam. A dívida não é baixa, mas está nos mesmos patamares de sempre. O P/L está alto (26,09), mas está onde costuma estar mesmo.

Gostaria de fazer menções honrosas à TAEE11 e EQTL3, que ficaram de fora devido a eu não querer aumentar agora minha posição em Elétricas. Também ficou de fora a PSSA3, pois a BBSE3 já está na carteira. A LEVE3 também me agradou, mas ficou de fora devido ao meu critério de lucro líquido mínimo de 200M (está quase lá).


O que acham? Qual vocês escolheriam se tivessem a carteira que eu tenho?

Abraço.